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Programação

30/10, às 18h – DEBATE Pensando as políticas afirmativas

Assista no Youtube: https://youtu.be/Dx3EhDv7rEE

As ações afirmativas são medidas que buscam eliminar as desigualdades historicamente acumuladas, sendo a reserva de vagas, tanto na educação superior como nos cargos públicos e mais recentemente em algumas empresas, medidas de ação contra a desigualdade, num sistema que privilegia um grupo racial em detrimento de outros. No caso das populações afrodescendentes e indígenas, é urgente e necessário o ajuste histórico, bem como o reconhecimento do saber oral desses grupos como interlocutores na produção do conhecimento científico. 

No que se refere às pessoas com deficiência, o acesso à educação também foi historicamente negado. O que marca a trajetória desse setor da sociedade brasileira, até o fim da Ditadura Civil-Militar, é a total invisibilidade, seja por absoluto silenciamento de suas demandas, seja pelas políticas de asilamento e internação compulsória. Apenas há pouco mais de 10 anos que as políticas de inclusão escolar para pessoas com deficiência começaram efetivamente a ser implementadas no Brasil. Mesmo assim, o ensino médio ainda consiste na grande barreira para a formação educacional do segmento. No caso do nível da pós-graduação, então, os números são irrisórios. 

A extrema vulnerabilidade de pessoas trans (travestis, mulheres transexuais, homens trans, transgêneros, não-binaries, entre outres) no Brasil, que é campeão mundial em transfeminicídio, e as inúmeras dificuldades de acesso e permanência de pessoas trans no universo escolar e na universidade também dificultam o acesso desse grupo à universidade.

Neste debate, contamos com a participação de especialistas na temática das políticas de ações afirmativas, que abordarão o histórico de luta dos movimentos sociais pela efetivação das políticas e como estas são fundamentais para que haja o acesso efetivo de negras, indígenas, pessoas trans e pessoas com deficiência na universidade, tanto na graduação como na pós-graduação, visando a uma universidade comprometida com uma sociedade antirracista, anti-homofóbica, inclusiva e que represente de fato toda a diversidade da sociedade brasileira.

Débora Jeffrey – professora da Unicamp. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional (GEPALE), vice-presidente da Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Educação Comparada (SBEC) e Presidenta da Comissão Assessora de Diversidade Étnico-Racial (CADER) da Diretoria Executiva de Direitos Humanos da Unicamp. 

Hainra Asabi – professora da rede estadual, mestra em sociologia pela UNESP, arquiteta, ativista do movimento negro e LGBTQIA+ e candidata a vereadora na cidade de Santo André.

Narubia Werreira  Ativista indígena, filha do Berohoky com a Ilha do Bananal. Uma transição entre o cerrado e a floresta amazônica do povo Iny.

Luiz Carlos Lopes – jornalista formado pela ECA/USP. Foi secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD). É Analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental da Prefeitura de São Paulo e atualmente ocupa o cargo de diretor de Planejamento e Gestão da Política de Atendimento na Secretaria de Inovação e a Tecnologia. Mestrando do Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades.

Teresa Teles (mediadora) – historiadora, mestre em História Social. Funcionária e pesquisadora do Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, e integrante do Bloco Afro Ilú Obá de Min.

Assista no Youtube: https://youtu.be/Dx3EhDv7rEE

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